Fisioterapia e Treinamentos - Campinas - SP

Autor: FT. Felipe Ribeiro Mascarenhas CREFITO-3 27386-F

Quadro clínico e etiologia

A síndrome ombro mão é um distúrbio neurovasculrar reflexo, geralmente chamado de distrofia simpático reflexa que é caracterizado de uma forma geral por:

1. Dor ou hiperestesia no ombro, punho ou mão

2. Limitação dos movimentos em:

  • ombro, com a maior parte da restrição na flexão lateral e abdução.
  • punho, com maior parte da restrição na extensão do punho.
  • mão, com a maior parte da restrição na flexão metacapofalângica e interfalângica proximal secundária aos ligamentos colaterais encurtados.

3. Edema da mão e punho secundário ao comprometimento circulatório dos sistemas venoso e linfático, que por sua vez precipitam a rigidez da mão.

4. Instabilidade vasomotora.

5. Alterações tróficas na pele.

A medida que a condição progride:

1. Dor que vai cedendo mas a limitação nos movimentos persiste.

2. A pele torna-se cianótica e brilhante.

3. Os músculos intrínsecos da mão atrofiam.

4. Os tecidos subcutâneo nos dedos e fáscia palmar se espessam

5. Ocorrem alterações nas unhas.

A síndrome ombro mão pode desenvolver-se em associação com um acidente cardiovascular, infarto do miocárdio, ou osteoartrite cervical ou após traumas como uma fratura do úmero ou cateterismo e em alguns casos, a doença pode ocorrer sem nenhuma causa subjacente.

Essa condição pode durar meses ou anos, mas a recuperação espontânea geralmente ocorre em 18 a 24 meses.

Essa patologia geralmente se processa em 3 estágios:

1. Estágio I

Dura de poucas semanas a 6 meses. Os pacientes apresentam dor, diminuição da amplitude de movimento e rubor no membro afetado. A pele pode apresentar hiperestesia e hipersensibilidade. Nesse ponto, não conseguimos observar evidência de osteoporose baseada em exame radiológico.

2. Estágio II

Dura outros 3 a 5 meses. A tumefação diminui, mas a rigidez e a amplitude de movimento diminuída tornam-se mais pronunciadas. Também, há uma atrofia do tecido subcutâneo e músculos. São observados também sinal de iniciais de contraturas. O exame radiológico geralmente mostra osteoporose localizada em faixas.

3. Estágio III

Dura meses e provoca alterações irreversíveis, as características são atrofia progressiva da pele, músculos, ossos e articulações. A dor pode estar menor mas há uma grave redução da amplitude de movimento. O fluxo sangüíneo para o membro está diminuído, assim como a temperatura cutânea. A radiografia mostra osteoporose difusa com descalcificação pontilhada.

Tratamento

É um sintoma progressivo, a menos que seja feita uma intervenção vigorosa.

Aumentar a ADM do ombro e a da mão se estiverem limitadas, usando técnicas específicas nas estruturas limitadas e trabalhando dentro da amplitude livre de dor: mobilização articular, inibição muscular, alongamento de tecido mole.

Facilitar contrações musculares ativas com exercícios tanto isotônicos como isométricos e atividades leves de sustentação de peso.

Aliviar a dor e aumentar os estímulos sensoriais com estimulação elétrica transcutânea ou gelo.

Aplicar compressão pneumática se houver edema. Elevar e colocar compressão elástica quando não estiver recebendo tratamento.

Orientar o paciente sobre a importância de seguir o programa de aumento de atividade.

O médico pode querer fazer um bloqueio do gânglio estrelado ou usar medicação intramuscular junto com exercícios terapêuticos.

Pode-se fazer ainda o bloqueio do gânglio, e drenagem de edema utilizando correntes diadinâmicas e galvânica.

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